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quarta-feira, 30 de abril de 2014

QUINTA FEIRA, 1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR

1º de Maio: a encruzilhada brasileira

Ainda há tempo de esclarecer à sociedade o verdadeiro divisor de águas desta eleição. Essa é a atualidade do 1º de Maio de 2014.

por: Saul Leblon 

Arquivo

O jogral do Brasil aos cacos esforça-se por  convencer a sociedade de que seus pés tateiam  o precipício  no qual o PT  transformou tudo aquilo que um dia já foi uma economia  de fundamentos sólidos, um país de  vida aprazível.

Narra-se  o Brasil  abanando leques para os donos da casa-grande.

Dá-se a isso o nome de  jornalismo; o resto é ideologia.

A sofreguidão  prestativa mistura problemas reais e imaginários em  uma escalada arfante destinada a validar nas pesquisas  da semana seguinte  a crispação denuncista   emitida no período anterior. 

Vive-se uma  circularidade. Soa quase como um bate bola entre amigos.

Esse churrasco de compadres, que se repete com regularidade conveniente,   incorporou   ao  rachão  o ambiente carimbado das bolsas de valores.

O jornalismo  isento grita fogo;  em rodízio disciplinado, institutos de pesquisa  perguntam  ao eleitor  ‘se já sentiu o  cheiro de queimado’; as bolsas  correm e precificam o rescaldo dando  ares de  consenso  ao incêndio  antipetista. 

Analistas –todos isentos, ideológicos são os blogueiros que entrevistaram Lula--  cuidam de emprestar  à pantomima uma seriedade imiscível com a manipulação cotidiana que  jorra  de todo o processo.

Não se pode negar alguma eficácia ao jogo corrosivo que tem a seu favor  os flancos  que a  transição de ciclo mundial impõe à economia e ao governo brasileiros.

 Enquanto for capaz de manter o debate  do desenvolvimento sob a neblina dessa isenção,  o conservadorismo terá o mando do campo.

 Mas só o terá enquanto durar a omissão do PT e do governo.

Se estes resolverem  –enquanto ainda há tempo--   esclarecer à sociedade o custo  efetivo das soluções  propugnadas pela ortodoxia , o jogo pode mudar.

Trata-se de repor o verdadeiro divisor de  águas desta eleição.

O conservadorismo insiste que se trata de um embate  entre o precipício petista e a estabilidade que só os candidatos dos livres mercados podem restaurar.

Em primeiro lugar, há que se arejar a moldura.

O Brasil faz parte do mundo. O  jogo aqui é o mesmo  em curso em outras praças do capitalismo internacional.

A escolha, de fato,  consiste em reordenar a economia com o escalpo dos assalariados, como prescreve a restauração neoliberal  em curso; ou repactuar o futuro construindo uma democracia social, que sincronize ganhos de produtividade, crescimento e redistribuição da riqueza.

Essa é a encruzilhada do 1º de Maio de 2014.

Aqui e em todas as latitudes do planeta.

É ela também que repõe os termos da luta entre capital e trabalho, entre  Estado social e estado mínimo, entre Aécios,  Campos & Marinas  --tanto faz--  e o campo progressista nas eleições brasileiras de outubro próximo.

Talvez seja o pressentimento  dessas massas de forças em conflito que explica por que 72% dos eleitores consideram o governo Dilma entre ótimo, bom e regular (segundo a última CNT), apesar do bombardeio diuturno dos isentos rapazes da mídia.

O governo e o PT precisam ajudar essa intuição com  a força do  esclarecimento político para que a sociedade tenha a certeza de que  existe uma escolha a ser feita .

E que ela pode fazer a diferença entre o Brasil que somos e o que gostaríamos de ser.

O conservadorismo prefere entregar o timão da travessia  à mão invisível  dos livres mercados.

A escolha predefine o vencedor do embate com base nas regras que lhes são intrínsecas, a saber: desregulação de direitos  trabalhistas, choque de juros, arrocho fiscal, liberdade irrestrita aos capitais e privatizações.

A  repactuação democrática do desenvolvimento, ao contrário, traz o embate para o delicado campo da negociação política; inclui prazos, sacrifícios e metas a serem pactuados em sintonia com  ganhos de  produtividade e crescimento que deem coerência macroeconômica ao processo.

Trata-se de promover  uma mudança na correlação de forças pós-crise de 2008. E de fazer da campanha de outubro o seu cenário.

A opção conservadora é mais simples e direta.

 Desde a estrutura do Estado, aos ventos internacionais, passando pela  prontidão plutocrática, até aos aparelhos ideológicos da sociedade, com a prestimosa turma do jornalismo isento à frente, tudo está  em linha para deflagrá-la.

O que atrapalha o cortejo é presença contraditória do PT na direção do país desde 2003.

Com as consequências sabidas.

A principal delas sendo a emergência de um novo protagonista representado pela ascensão de  53% dos brasileiros, que,  sozinhos,  formam  hoje  o 16º maior mercado popular do mundo.

O que fizeram os governantes das economias desenvolvidas desde os anos 90 — com os aplausos obsequiosos do dispositivo midiático local  — foi lubrificar uma espiral inversa.

Essa  à qual  o conservadorismo pretende  alinhar o país, se vencer em outubro.

Tome-se o caso mais ameno dos EUA, para não insistir no funeral econômico promovido na Europa pela rendição  socialista, para júbilo da extrema direita.

Nos EUA, ao contrário, há uma  recuperação nos indicadores de mercado.

Mas ela  não impede que o prestígio de Obama derreta aos olhos da sociedade, que hoje lhe atribui taxa de aprovação equivalente a de Bush nos piores momentos.

Por quê?

Porque   a propalada retomada   não inclui o resgate dos mais pobres, nem  a reincorporação da classe média no comboio dos vencedores.

O  grande séquito dos ‘ loosers ‘ norte-americanos  não foi obra do improviso.
Desde os anos 70, com as reformas neoliberais, a participação do trabalho na renda mundial declina.

 Recente debate promovido pela rádio Brasil Atual mostrou, por exemplo, que 2/3 das nações integrantes da ONU promoveram cortes em direitos trabalhistas nas últimas décadas.

Os EUA foram o palco de uma das decepações  mais drásticas.

 Hoje, a parcela da renda destinada aos trabalhadores  norte-americanos  está no  nível mais baixo desde 1950.

Os lucros das grandes corporações, em contrapartida, consomem a maior fatia do bolo já registrada desde 1920.

Esse arrocho estrutural  --associado a distorções cambiais—explica em boa parte  a brutal diferença de custo  entre fabricar  manufaturados no  Brasil e nos EUA.

Em 2004, segundo dados publicados pelo Valor Econômico, o custo da indústria brasileira era 3% menor que o da norte-americana; hoje é 23% maior.

 O fato de Obama não ter conseguido até agora reajustar um salário mínimo congelado há 15 anos, diz muito sobre as escolhas de futuro embutidas nessa diferença de competitividade.

Se por um lado ela inclui opções indesejadas, por outro é evidente que a construção de uma democracia social no Brasil exige respaldar  seu custo em contrapartidas  de produtividade, sem as quais a artificialidade do processo desembocará  em uma espiral salários/preços de consequências  sabidas.

Restaurar o modelo neoliberal, em contrapartida,  como quer o conservadorismo, é repetir o percurso que desembocou justamente no colapso de 2008, e hoje catapulta a extrema direita na Grécia,  França, Inglaterra (leia  a  análise de Marcelo Justo; nesta pág).

Não apenas isso.

Foi sobre  uma  base de renda e trabalho esfacelados  pela transferências de empregos  às ‘oficinas asiáticas’, que se instalou a desordem  neoliberal.

A asfixia desse arranjo capitalista só não explodiu antes de 2008, graças à válvula de escape do endividamento maciço de governos e famílias, que atingiu patamares  insustentáveis na bolha imobiliária norte-americana, espoleta da maior crise do capitalismo desde 1929.

Quando as subprimes gritaram — ‘o rei está nu’, todo o edifício de uma ciranda financeira ancorada no crédito sem poupança (porque sem empregos, sem renda e sem receita fiscal compatível) veio abaixo.

A tentativa atual de  ‘limpar o rescaldo’ resgatando apenas seus gargalos financeiros  --salvando os bancos e arrochando ainda mais os assalariados e os pobres — é mais uma forma de perpetuar a essência da crise do que de enfrentar as suas causas.

É nessa roleta russa que o conservadorismo quer engatar o futuro do Brasil.

O jogo, portanto, é pesado.

 Controlar as finanças desreguladas é um pedaço do caminho para controlar a redistribuição do excedente econômico, ferozmente concentrado nas últimas décadas, na base do morde e assopra – -arrocho de um lado, crédito do outro.

 Preservar o modelo, adicionando-lhe  a contração do crédito, como se tenta agora, desemboca nas manifestações mórbidas de totalitarismo em curso na Europa.

A produtividade imprescindível à renovação dessa engrenagem requer a construção de um outro percurso. Distinto da compressão dos holerites, do emprego e dos direitos sociais preconizado pelos jornalistas isentos.

A pactuação política de um novo ciclo de  expansão da economia certamente  é um caminho mais longo que o ajuste instantâneo oferecido pelo ferramental ortodoxo.

Mas o Brasil ainda preserva em seu metabolismo uma estrutura de organização social e sindical que pode e deve ser rejuvenescida com essa finalidade.

 Dispõe, ademais de um bloco progressista que mudou, para melhor, a face da sociedade em mais de uma década à frente do Estado.

As eleições de 2014 configuram uma derradeira oportunidade para as duas pontas renovarem seu estoque de força e consentimento na repactuação dessa heresia histórica.

Ou seja, construir um Estado social em uma nação em desenvolvimento.

A alternativa,  repita-se, é arrocho.

LULA, A FORÇA POLITICA QUE lNCOMODA

Quem tem medo do Lula?

Ninguém é mais atacado do que Lula, ninguém causa mais temor nas elites tradicionais do que o Lula, pela força política e moral que ele adquiriu.

por Emir Sader em 29/04/2014 às 06:36


Emir Sader

Lula incomoda. Basta ele falar sobre algo, que as que se creem “autoridades” deitam falação para contestá-lo, criticá-lo, acusá-lo, denunciá-lo, homenageando-o como a ninguém se homenageia, com sua atenção, sua energia, seu rancor, suas insônias.

Lula nasceu do nada, do quase nada, de uma região que era para não dar nada ao país, de uma mãe amorosa, que lutava para que seus filhos sobrevivessem e, se pudessem, chegassem à escola – como o extraordinário filme sobre o Lula recorda. Ele foi chegando: da sobrevivência à escola, da formação profissional ao emprego industrial, do operário metalúrgico ao líder sindical, do desafio à vida para sobreviver ao desafio aos patrões e à ditadura. Se houve um milagre brasileiro, foi ele.

Entre paternalismo e temor, lideres políticos tradicionais e meios da  imprensa tiveram que reconhecer seu papel, que tentavam restringir a um dirigente corporativo, com um papel determinado num certo momento, que mereceria carinho e compreensão. Mas quando ele foi se transformando em dirigente político, em fundador de um partido dos trabalhadores começou a incomodar não apenas ao Dops e à ditadura, mas aos que pretendiam restringi-lo a um papel limitado.

Até que aquele nordestino, operário, que perdeu um dedo na máquina, mas que nunca perdeu a esperança, ousou ser candidato a presidente e a quase ganhar. Denunciando a desigualdade e a injustiça, apontando que um Brasil melhor era possível e necessário. Até que um dia, depois de fracassarem bacharéis e políticos de profissão, o Lula se tornou presidente.

Ia fracassar, tinha que fracassar, para que as elites pudessem governar com calma o Brasil – como chegou a dizer um ex-ministro da ditadura. Haviam fracassado a ditadura, Sarney, Collor, FHC, ia fracassar Lula e a esquerda e o movimento popular estariam condenados por décadas – como ameaçou um outro ex-procer da ditadura.

Mas Lula encontrou a forma de dar certo. Em meio à herança maldita de uma década de desarticulação do Estado, da sociedade e das esperanças nacionais, Lula foi o responsável por uma arquitetura que permite ao Brasil resgatar a esperança, combater a desigualdade e a miséria, resgatar o Estado, projetar um Brasil soberano e solidário. Lula preferiu enfrentar os desafios de construir uma alternativa a partir do pais realmente existente do que dormir tranquilo com seus sonhos nunca realizados,  em meio a um povo sem sonhos.
    
Lula saiu dos 8 anos mais formidáveis de governos no Brasil com mais de 90% de referências negativas da mídia e mais de 80% de apoio do povo. Não pode haver maior consagração. Elegeu sua sucessora, está prestes a conseguir que ela tenha um segunda mandato, mas ele não dá trégua aos que achavam que eram donos do Brasil, que ainda acham, apesar de terem perdido as três ultimas eleições presidenciais e estarem em pânico pelo risco iminente de perderem uma quarta, ficando já quase duas décadas sem dispor do Estado que construíram para perpetuar-se como donos do Brasil.

Lula incomoda. Uma forma de tentar neutralizá-lo é especular que ele vai ser candidato de novo agora. Ele nega, mas não aceita comprometer-se a que não volte a ser candidato. E quando abre a boca, quando escreve, quando aparece em publico, as elites tradicionais entram em pânico. Porque sabem que atrás daquelas palavras, daquela figura, está o maior dirigente político, o maior líder popular que o Brasil já teve, que quando se pronuncia, suas palavras não são palavras que o jornal amanhecido leva pro lixo, mas expressam realidades pelas quais ele é responsável.

Quando ele fala de miséria e de desigualdade, fala com a autoridade de quem mais contribui para sua superação. Quando fala da construção de um outro tipo de Brasil, se pronuncia a partir de mais de uma década de passos nessa direção, iniciados por seu governo. Quando critica as elites tradicionais – sua mídia, seus juízes, seus partidos e seus políticos – fala como quem é um contraponto real e concreto a essas elites. Fala como quem é reconhecido pelo povo como um dos seus, como alguém em quem confiam – ao contrario da mídia, de juízes, de partidos que já mostraram ao que  vieram e em quem o povo não confia.

Lula incomoda. Não apenas pelo que foi, pelo que é, pelo que pode vir a ser. Mas por sua vida, argumento contra o qual ninguém pode contrapor nada. Ele é a prova viva que se pode nascer na pobreza e se tornar um dos maiores estadistas do mundo atual, se pode nascer na miséria e se tornar quem mais faz para superar a miséria. Se pode enfrentar as maiores dificuldades na vida e na política e manter a dignidade, a grandeza, o sorriso franco e o espirito de solidariedade. Se pode ser de esquerda e enfrentar os desafios de construir uma vida melhor para o povo, em meio a aliados e instituições que foram feitos para outra coisa. Se pode topar os desafios de receber um país desfeito e recuperar a esperança, a auto-estima, uma vida melhor para dezenas e dezenas de milhões de pessoas. Se pode prometer que ia fazer com que todos os brasileiros teriam três refeições diárias e cumprir. 
    
Isso é insuportável para quem promoveu sempre a miséria e a passividade do povo, para quem governou para as elites e foi sempre recompensado pelas elites, enganando o povo e se enganando que iam ficar para sempre no controle do Estado e da política. 

Lula incomoda. Por isso é atacado, atacado, atacado. Ninguém é mais atacado do que o Lula, ninguém causa mais temor nas elites tradicionais do que o Lula, pela força política e moral que ele adquiriu e que o povo reconhece nele.

Lula mostrou que se pode governar sem falar inglês, sem almoçar e jantar com os donos da mídia, sem ter medo das elites tradicionais, sem temor a aliar-se com quem se faz necessário para fazer o que é necessário e fundamental para o povo e para o Brasil. Lula mostrou que se pode defender os interesses do Brasil e ao mesmo tempo ser solidário com os outros países e com os outros povos.

Lula desmentiu mitos, sua vida é uma afirmação de que um outro mundo é possível, de que as  elites podem falar todos os dias contra os interesses populares, mas quando o povo consegue visualizar uma política diferente e lideres que as defendem, se pronuncia contra as elites.

Lula tinha que dar errado, na vida e na política. E deu certo. Isso é insuportável para as elites tradicionais, isso gera medo neles, acordam e dormem com o fantasma do Lula na cabeça, nas redações dos jornais, revistas  televisões, nas reuniões dos especuladores e dos seus partidos, nos organismos que pregam um mundo de poucos e para poucos.

Quem tem medo do Lula, tem medo do povo, tem medo das alternativas populares, tem medo que o Brasil vá se tornando, cada vez mais uma democracia social, de forma irreversível. Por isso cada palavra do Lula, cada sorriso, cada viagem, cada homenagem, cada abraço que dá e recebe do povo, incomoda tanto a alguns e provoca esse sentimento de confiança que o Brasil está dando certo em tanta gente. 

Ter medo ou esperança no Lula é a própria definição de onde está cada um no Brasil e no mundo de hoje.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

VIOLÊNCIA EM TUPANATINGA

Após ser baleado, jovem entra em uma casa para fugir e é assassinado

Assassinato ocorreu no Alto do Boa Vista, em Tupanatinga, no Agreste.
Vítima teria passagem pela polícia e envolvimento com drogas, diz PM.

Do G1 Caruaru
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Um jovem de 18 anos foi morto no Alto da Boa Vista em Tupanatinga, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava descendo a rua quando foi seguida por dois homens não identificados. Os suspeitos atiraram no jovem, que entrou em uma casa que estava com a porta aberta.
Ainda segundo a PM, os homens também invadiram a casa e efetuaram outros disparos. O jovem morreu no local. Os suspeitos fugiram e não foram localizados. A polícia informou ainda que a vítima usava drogas, tinha passagem pela polícia e teria sofrido uma tentativa de homicídio há dois meses. Ninguém que estava na casa se feriu. O crime ocorreu na terça-feira (22).

MAIS UMA AGENCIA BANCARIA É EXPLODIDA EM TUPANATINGA

24/04/2014 09h27 - Atualizado em 24/04/2014 09h41

Bandidos explodem caixa eletrônico de banco em Tupanatinga, no Agreste

Segundo a PM, vários homens armados cometeram o crime e fugiram.
Durante a ação, um homem foi feito refém e libertado pouco tempo depois.

Do G1 Caruaru
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Quantia levada pelos criminosos não foi divulgada pela polícia (Foto: Lucíolla Sandrinne/Arquivo Pessoal)Quantia levada não foi divulgada pela polícia
(Foto: Lucíolla Sandrinne/Arquivo Pessoal)
O caixa eletrônico de um posto de atendimento bancário localizado no Centro da cidade deTupanatinga, no Agreste de Pernambuco, foi explodido na madrugada desta quinta-feira (24). De acordo a Polícia Militar, policiais ouviram uma grande explosão e chegando ao local perceberam a ação criminosa.
Ainda segundo a PM, vários homens armados teriam cometido o crime e em seguida fugiram em um carro. O posto ficou parcialmente destruído. A polícia não soube informar que tipo de material foi usado para explodir o caixa, nem a quantia levada pelos suspeitos.
Durante a ação, um homem que passava na rua foi feito refém e libertado pouco tempo depois. A polícia isolou o local e aguarda uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) que deve realizar a perícia. Policiais realizam rondas para tentar localizar os criminosos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Prefeita de Arcoverde também vai apoiar Câmara

Depois do prefeito de Gravatá, Bruno Martiniano (PTB), chega a vez da prefeita de Arcoverde, a também trabalhista Madalena Brito, anunciar apoio ao candidato do PSB a governador, Paulo Câmara, desgarrando-se do palanque do senador Armando Monteiro Neto, candidato da oposição a governador.
Madalena comunica sua decisão, hoje, inicialmente, ao ex-prefeito Zeca Cavalcanti, a quem sucedeu e de quem recebeu apoio nas eleições passadas, assim como ao deputado Júlio Cavalcanti, irmão de Zeca, ambos trabalhistas e aliados fervorosos da candidatura de Armando.(Magno Martins)
 

domingo, 20 de abril de 2014

LASER E TURISMO NO SETÃO

Ecoparque Oásis Nordestino abre suas portas para receber centenas de famílias de sábado e segunda próxima ao povoado de Moderna em pleno sertão Pernambucano.

Com um dos mais longos finais de semana prolongados, que emenda sexta feira da paixão ao feriado de Tiradentes nunca o sertanejo esteve tão convicto da certeza com uma opção reunindo lazer, entretenimento tudo reunido num único local que além de oferecer um cardápio regional variado seu visitante ainda pode comtemplar uma das mais belas paisagens em pleno sertão Pernambucano.
Exatamente a treze quilômetros do povoado Cruzeiro do Nordeste, sentido a capital dos santeiros, Ibimirim um parque chama a atenção pela sua estrutura e culturalidade tornando o destino certo para milhares de pessoas, que acompanhadas de seus familiares e amigos tem suas presenças garantidas nos finais de semana do verão 2014.   


Como Deus é Brasileiro e somos merecedores de tantas coisas belas, neste final de semana o Ecoparque Oásis Nordestino para alegria de todos e sobre o comando do empresário Roberval Ramos abrirá suas portas por quatros dias  visando proporcionar tudo que há de melhor no segmento de lazer  com belas piscinas , restaurante e sem dúvida muita gente bonita.

Blog Girosocial

Dilma Rousseff mantém a vantagem e hoje venceria no primeiro turno

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Política

Pesquisa Vox Populi / CartaCapital

Liderança resiliente

Apesar do bombardeio de más notícias, Dilma Rousseff mantém a vantagem e hoje venceria no primeiro turno
por Marcos Coimbra — publicado 17/04/2014 09:20
ABr
A nova rodada da pesquisa CartaCapital/Vox Populi, realizada entre 6 e 8 de abril, revela uma estabilidade na corrida eleitoral deste ano, o que chega a ser um resultado extraordinário, dados os acontecimentos das últimas semanas.
A vantagem de Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, manteve-se a mesma daquela registrada em meados de fevereiro, quando a rodada passada foi realizada. Naquela oportunidade, a presidenta obtinha 41% das preferências, em uma lista com os nomes do tucano Aécio Neves e de Eduardo Campos, do PSB, além de outros cinco possíveis candidatos de partidos menores.
Ao comparar a pesquisa de Fevereiro com esta de agora, Dilma permaneceu onde estava: registra 40% das preferências. Aécio variou de 17% para 16% e Campos, de 6% para 8%. Os demais candidatos somavam 2% e alcançaram 3% na mais recente. Em matéria de pesquisa de opinião, sabemos, variações como essas são irrelevantes, o que significa dizer que não houve mudança nas intenções de voto entre fevereiro e abril.
Não haveria nada de surpreendente se Dilma Rousseff tivesse perdido alguns pontos, como sugeriu uma pesquisa do Datafolha recém-divulgada. De acordo com esse instituto, ela teria caído 6 pontos porcentuais: de 44%, em pesquisa realizada em 19 e 20 de fevereiro, para 38%, no levantamento em 2 e 3 de abril. Seus principais adversários teriam ficado imóveis. O tucano parado em 16% e o pernambucano a registrar uma variação dentro da margem de erro, de 9% para 10%.
A queda da petista no Datafolha decorre, no entanto, de o instituto ter-lhe atribuído, na pesquisa de fevereiro, um número mais alto do que o de todos os demais. Em outras palavras, Dilma caiu na mais recente por estar, na anterior, acima de onde provavelmente estaria.
Essas são, porém, questões secundárias. O relevante é o fato de a presidenta ter atravessado os últimos 40 ou 50 dias fundamentalmente num só patamar e o mesmo aconteceu com seus adversários, que tampouco se mexeram. Se as pesquisas disponíveis são boas (e tudo indica que devem ser, pois a performance dos institutos brasileiros é uma das melhores do mundo), ela era e continua a ser a destacada favorita. Quanto a seus concorrentes, tinham e continuam a ter grandes dificuldades para superá-la.
A ausência de mudança é decepcionante para as oposições, na política, na sociedade e, em especial, entre os “formadores de opinião”. Pois, se houve uma opinião que quiseram formar (e fomentar) no período, foi a de rejeição e hostilidade contra Dilma.
Sempre podem fazer mais à medida que a campanha eleitoral avançar, demonstra a nossa experiência nas últimas eleições (o “ataque da bolinha de papel”, a foto do “dinheiro dos aloprados”, os “escândalos” que pipocam na reta final, para lembrar alguns exemplos). Mas houve, entre fevereiro e abril, disso não há dúvidas, um “esforço concentrado” de desconstrução do governo e da presidenta.
A “inflação sem controle”, o apagão elétrico e hídrico, o “escândalo” da refinaria de Pasadena, o rebaixamento da nota atribuída à economia brasileira por uma agência de classificação de risco, os problemas na saúde, educação, segurança e em todo e qualquer setor e as atividades suspeitas de políticos governistas foram (e continuam a ser) apresentados ao País como responsabilidade pessoal de Dilma Rousseff. No mínimo como pecados cometidos por ela em conluio com o “lulopetismo”.
Assistir a tudo sem perder intenções de voto é algo que, para Dilma, só pode ser considerado bom. Sua estabilidade é, ao contrário, uma má notícia para os oponentes. Particularmente para Campos, que utilizou a propaganda partidária do PSB, sua última janela de mídia de massa, sem crescer. O programa e as inserções divididas com Marina Silva não serviram, ao menos até o momento, para melhorar seu prognóstico. Apenas em agosto o ex-governador voltará à grade de programação comercial das emissoras. Pergunta: “Com que tamanho chegará? 
A queda no voto em candidatos a presidente que disputam a reeleição não é sinal de derrota iminente. Nosso primeiro chefe de governo a buscar um segundo mandato, Fernando Henrique Cardoso, caiu a 31% das preferências em junho de 1998 e ficou empatado com Lula. Três meses depois, ganhou a disputa no primeiro turno.
A vitória do tucano, uma liderança antipatizada pela maioria do eleitorado e ainda obrigado a se explicar pela frase “os aposentados são vagabundos” e que gerenciava uma economia com crescimento de irrisórios 0,13% no ano da eleição, sugere como é difícil derrotar um presidente em exercício.