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quinta-feira, 25 de março de 2021

ALEXANDRE MIGUEL & ADALVA DA FONSECA – RESILIENTES

 O distanciamento entre família, geração e nossos idosos, está provocando o adoecimento da nossa sociedade gerando falta de identidade, descontinuidades,  isolamentos diversos, falta de  amor incondicional e sobrando egoísmo,  suicídio, inversão de valores,  aumentando ainda mais ações desumanas, ódio , discriminação entre povos e raças.  Valorize sua família, cultive sua historia  e preserve a memória  da sua Cidade que assim você está preservando a vida.  Parabéns a filha dessa família por nos trazer a sua historia e exemplo  de resistência, amor e valores. 


 

 

Alexandre Miguel de Lima (90 anos) e Adalva da Fonseca Miguel de Lima (90 anos), naturais de Tupanatinga, nasceram e cresceram no sítio Baixa Funda, onde os mesmos são filhos de casais de quatro irmãos (primos carnais). Ainda jovens começaram a namorar e depois de um certo tempo resolveram casar e, hoje, estão com 69 anos de vida matrimonial. Tiveram 21 filhos, mas apenas 4 sobreviveram que são eles: Fátima, Adão, Eva e Aparecida.

           






Moraram muito tempo no sítio Baixa Funda onde sobreviviam da agricultura. Anos depois resolveram morar na conhecida “Vila de Santa Clara” (naquela época) distrito de Buíque, anos depois passou à cidade denominada Tupanatinga. Faz exatamente 60 anos que residem na mesma cidade. Logo quando chegaram à Vila Santa Clara colocaram uma pequena “bodega”, mas sem deixar o cultivo da roça. Na época da plantação e da colheita quando ocupados colocavam trabalhadores. Dona Adalva, além dos afazeres de casa, cuidava dos filhos, ajudava na bodega, costurava roupas, cobria e pregava botões para ajudar nas despesas de lar. Sempre foi uma mulher trabalhadora, determinada, carinhosa, cheia de fé, cuidadosa e sempre disse que seus filhos são o maior tesouro que Deus lhe concedeu. E assim foram levando a vida para sobreviver em família com a graça de Deus.

 

Depois que o Vilarejo passou à cidade, Seu Alexandre resolveu entrar na política. Exerceu o cargo de vereador por quatro mandatos consecutivos nos governos: Jaime Galvão (1965 – 1969), Lourenço Alves de Souza (1970 – 1972), Jaime de Melo Galvão, 2º mandato (1973 -1976), Artur Flor de Souza (1977 – 1982), como também foi presidente da Câmara Municipal. Na época os vereadores não recebiam nenhuma remuneração e o que faziam era de forma voluntária. Sempre estavam à disposição para ajudar pessoas da comunidade. Muitas vezes, em seu velho JIPE verde, levava mulheres para terem seus bebês em Buíque, que nem sempre chegavam a tempo e assim o parto acontecia em seu JIPE.

 

O Sr. Alexandre e a Sra. Adalva sempre recordam a vida difícil que viveram, pois eram pobres, trabalhando de aluguel e moravam em uma casa de taipa. Na época as coisas não eram fáceis nem de fartura como no hoje em dia e tudo era pouco e limitado. O casal trabalhou incansavelmente para não faltar o essencial em casa (comida) para o sustento da família. Como de costume toda sexta-feira vinham à feira e acrescentavam bolacha e pão às compras, que para os filhos era novidade, pois não tinham esses alimentos todos os dias. Eles deixavam a bolacha e o pão para os filhos e comiam qualquer coisa. Quando vinha à cidade, todos tiravam seus calçados e vinham descalços para assim não os estragar. O mesmo acontecia ao voltar para casa, visto que as condições eram poucas. Quando passaram a morar na cidade as condições financeiras melhoraram devido o comércio que ainda é sua base de sustento, e assim com o pouco que tinham passaram a ter uma vida melhor. Não tinham alto grau de escolaridade, só estudaram até a 2ª série, mesmo assim tiveram sabedoria para educar filhos, fazendo com que o respeito, a disciplina e obediência reinasse em sua casa e “ai de quem os desobedecessem”. Quando não gostavam de alguma ação feita por um dos filhos, só olhava e esse olhar já dizia tudo.

 

Em 2014, a Sra. Adalva passou a sentir sintomas que para a sua idade (84 anos) não eram normais (voltou a ‘sangrar’). Exames foram feitos e foi diagnosticada com CA maligno no colo do útero, deixando toda a família triste e preocupada em silêncio e sem palavras diante do que estava acontecendo, pois não queria dar essa notícia a ela. As providências foram tomadas. Foi encaminhada ao Hospital Santo Amaro em Recife e assim iniciou-se o tratamento. Em consulta com o médico, ele falou que ela estava com câncer, paralisada e pensativa respondeu a ele, “Que seja feita a vontade de Deus”. Chegando em casa a ficha caiu e começou a derramar lágrimas preocupada. Foi um momento difícil para todos, principalmente para seu esposo Alexandre ao saber que ela teria que passar dias distante de casa para cuidar de sua saúde. Após a ida dela a Recife, os dias dele ficaram sem graça e a tristeza invadiu seu coração fazendo com que derramasse lágrimas. Mas para aliviar seu sofrimento, os filhos resolveram levá-lo a Recife para que ficasse próximo de sua amada. No entanto não aguentou o clima muito quente e pediu para voltar para casa e passou a aguardar ansiosamente sua vinda. Nos finais de semana o sorriso e a felicidade chegavam a transbordar em seu rosto quando falava, “Dalva vai chegar!”

 

Adalva sempre foi uma mulher que todos os dias fazia suas orações e a partir de todo o acontecido suas orações duplicaram. Foi um tratamento demorado (radioterapia e braquiterapia), mas com toda sua fé foi curada e a felicidade invadiu os corações de todos ao seu redor.

 

Os anos se passaram, os filhos ficaram adultos, constituíram suas famílias e deram continuidade aos ensinamentos de Seu Alexandre e D. Adalva. A família cresceu, e com a graça de Deus eles têm dez netos e seis bisnetos os quais amam muito. Alguns já formados e trabalhando, e outros ainda estudando.

 

O Sr. Alexandre e D. Adalva, nos mostram a partir deste texto que a vida não é feita sempre de flores, e que jamais devemos nos desesperar, pois acima de tudo erguer a cabeça e enfrentar os obstáculos com fé e perseverança para vencer as batalhas que a vida nos impõe, ensinando com seu exemplo aos filhos e netos o valor da honestidade que deve prevalecer sempre em qualquer situação.

Fotos e Texto  : Eva Fonseca (Filha do Casal)

publicação: Jornal Portal de Tupanatinga  edição  VII jan/Fev 2021


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Jornal Portal de Tupanatinga em campanha de Assinaturas

 Projeto de Comunicação e Cidadania


O Jornal Portal de Tupanatinga é um informativo que tem a comunidade como grande parceira. Seu principal foco é a notícia local, cujo o objetivo é despertar nos moradores o interesse pela história da cidade, promover o reavivamento social, cultural e político, fazendo brotar dentro de cada cidadão Tupanatinguense, o amor ao seu lugar.  

É contando sua história, conhecendo sua gente, debatendo sobre sua economia, suas riquezas e beleza naturezas, que o cidadão vai se percebendo e se encontrando aos poucos, conhecendo seu território e percebendo quanto é valioso zelar pela sua soberania.    Impor o respeito, cuidar, proteger, defender são atitudes e ações de quem ama sua cidade. 

Para continuar firme nessa luta, vencer os obstáculos e seguir circulando com a informação de credibilidade e em primeira mão, estamos criando o espaço online, o programa de rádio e   uma campanha de assinaturas para conseguir apoiadores e assegurar a continuidade desse projeto de comunicação, coordenado pela Equipe do Conselho Editorial do Jornal Portal de Tupanatinga.

 Para Colaborar com este projeto, dando continuidade as ações de enriquecimento cultural da nossa comunidade, acesse o link https://forms.gle/kHTp7pwsBxQRe1ta9 e faça sua assinatura.

 

Conselho Editorial

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Votos de feliz Natal;

 


Neste Natal, não irei às lojas nem prestarei culto ao fetiche da mercadoria. Limparei toda a neve retórica que se acumula sobre o desassossego dos excluídos, para que a transparência cale a insolência dos arrogantes. Despedirei Papai Noel para acolher o Deus criança.

Por Frei Betto

Neste Natal, quero me despojar de todo visgo consumista e, de presentes, dar e receber apenas presenças. Haverei de partilhar o pão do espírito e a fome de beleza. Não permitirei que o sal da amargura roube a alegria da renascença solidária.

Manterei mudo o celular para escutar minhas vozes interiores. Pela via da oração, buscarei intuir o que Deus sussurra ao coração. Livre de amarras virtuais, irei ao encontro de diálogos reais. E me recusarei a beber a copa de ódio com a qual brindam os que conhecem apenas um mandamento: armar uns aos outros.

Neste Natal, não mais admitirei que os conceitos flutuem nos tetos das academias e que as palavras sejam oxidadas pelo discurso insano de quem invisibiliza seus semelhantes. Farei com que a verdade seja, de fato, a adequação da inteligência ao real. E espalharei por toda a cidade as pétalas da rosa dos ventos, para que perfumem o futuro isento das trevas do passado.

No bazar das hipotecas, não aceitarei trocar liberdade por segurança. Armarei o presépio no espaço inconsútil de minha subjetividade e, atento, escutarei o que o Menino tem a segredar ao ouvido do menino que ainda perdura em mim.

Neste Natal, não irei às lojas nem prestarei culto ao fetiche da mercadoria. Limparei toda a neve retórica que se acumula sobre o desassossego dos excluídos, para que a transparência cale a insolência dos arrogantes. Despedirei Papai Noel para acolher o Deus criança. E cantarei um bendito a todos que guardam o pessimismo para dias melhores.

Não permitirei que a ira e o ressentimento me acerquem da sanha assassina de Herodes. Seguirei a estrela de Belém até que me conduza à fonte da bem-aventurança da fome e sede de justiça.

Neste Natal, descartarei nozes e castanhas para me inebriar de aleluias. E convidarei à ceia aqueles que a ganância afasta do pão deles de cada dia. E reafirmarei meu radical ateísmo ao deus que suporta, indiferente, o mundo no qual poucos têm muito e muitos têm pouco.

Não darei falsos abraços a quem retorce nós em meus laços. Nem erguerei a minha taça de vinho àqueles que oferecem cicuta. Festejarei tão somente com quem trilha comigo as sendas da utopia e acredita que o mundo será melhor quando o menor acreditar no menor.

Reunirei músicos que, abraçados às suas violas, haverão de ressignificar a palavra violência, assim como é prenúncio de paz a paciência. Livrarei a festa de Jesus desse punhado de gente que, sem sabor de comunhão, recheia de prendas o vazio do coração.

Neste Natal, quando o canto do galo despertar outros galos e repletar a aurora de encantos, dobrarei os joelhos ao mistério da vida e ao dom inestimável da existência. Recolhido ao mais íntimo de mim mesmo, fecharei os olhos para ver melhor. E, com certeza, encontrarei o outro que não sou eu e, no entanto, funda a minha verdadeira identidade.

Pedirei aos pastores não trazerem ouro, incenso e mirra. O Menino que padece em tantos meninos esquálidos quer apenas pão e paz. Venham de mãos dadas, prestar-lhe culto no presépio, as duas filhas da esperança: a indignação, para denunciar tão injusta realidade, e a coragem, para mudá-la.

Neste Natal, não enfeitarei falsas árvores com os brilhos intermitentes do cinismo. Protegerei as que se erguem sobre raízes firmes, fortes, fundas e férteis. Farei dos motosserras enxadas para cultivar os dons da natureza e haverei de proclamar a soberania dos povos originários.

Não deixarei que o desalento semeie sombras no horizonte de meus sonhos. Em cada esquina anunciarei que a esperança viceja onde a cegueira do poder vislumbra apenas ameaças com seus tentáculos. E cantarei com Maria o magnífico louvor ao Senhor que despede os abastados com as mãos vazias e sacia de bens os famintos.

Frei Betto, frade Dominicano

Fonte: O Globo


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Tupanatinga ganha destaque entre as quadrilhas Pernambucanas

 Através de um concurso virtual, representantes da Junina Flor de Chita venceram a categoria de Melhor Xaxado do Sertão Pernambucano em 2020.

                                                                                                 Por Samara Florêncio


O novo Coronavirus impediu a realização de uma das maiores celebrações nordestinas, o São João, festa de grande importância para os quadrilheiros. Pensando nisso a Liquajus-PE (Liga de Quadrilhas Juninas do Sertão Pernambucano), teve a ideia de realizar um concurso online, para revelar destaques juninos mesmo com a pandemia.

 Alexandre Paz e Andreza Brás participaram do evento representando a Flor de Chita, em entrevista ao Jornal Portal de Tupanatinga nos contaram um pouco sobre a experiência. "Foi algo bem diferente do que esperávamos para 2020, até porque a pandemia desconstruiu os nossos projetos para esse ano. Passamos por alguns momentos complicados, mas em nenhum desistimos, participando desse concurso online podemos dançar e interpretar. Aceitamos os desafios e no fim deu tudo certo, o que foi extremamente gratificante", Disse Andreza, coordenadora e dançarina da junina. Segundo Alexandre, diretor e coreógrafo do grupo, durante as gravações dos vídeos todas as normas de higienização foram seguidas, assim como o uso de máscaras.


            Além da categoria de Melhores Cangaceiros, a Flor de Chita venceu com votos do público como Melhor Casal de Noivos e Melhor Rainha, trazendo para Tupanatinga mais reconhecimento cultural e artístico. O grupo sempre esteve acostumado a lidar com concursos presenciais, são 60 componentes e quase 10 anos de atuação no São João. De acordo com Andreza e Alexandre, o evento virtual foi uma forma de não deixar as celebrações de junho passarem em branco, uma vivência satisfatória e importante para JFC.

 Ainda sem previsão de retorno das atividades culturais, todo o mundo segue na expectativa pelo fim da pandemia e a volta do São João no Nordeste, Alexandre Paz também falou sobre as perspectivas para os festejos em 2021. "Confesso que estou bastante ansioso para o ano que vem, infelizmente todo o projeto de 2020 não serve para o próximo ano. Em 2021 a gente vem com uma nova proposta, uma pegada que promete revolucionar todos os espetáculos que o público está acostumado a ver. No ano que vem deixaremos uma mensagem inesperada e que acreditamos que tocará a todos de uma maneira forte e positiva". 


    A Flor de Chita já faz parte das tradições de Tupanatinga, é uma nativa representante da terra. A cada ano apresenta novas histórias e surpresas, os coordenadores da equipe afirmam que estão muito felizes com o apoio que recebem dos moradores da cidade e admiradores de fora, ressaltam que quando essa crise passar continuarão representando o município com muito orgulho e sucesso

sábado, 14 de novembro de 2020

Salve, salve o meu Brasil !!!



Por Marcio Vicente, 
Pr Evangélico da Igreja Batista

 

O povo brasileiro mais uma vez, neste domingo( 15) ,estará indo as urnas exercer sua cidadania através das eleições. Onde estarão escolhendo os futuros representantes do poder público exercido pelo legislativo e executivo de cada município do território nacional. Se passaram 47 dias, desde o dia 27 de setembro de 2020, quando deu-se início a campanha eleitoral. Foram dias de intensos, onde vivenciamos um pleito eleitoral caracterizado por uma política velha e antiquada, corriqueira, corrompida, sem pudor, sem ética...

 E, é nesse burgo cenário, que dar-se abertura, passagem e, sobretudo, tornar-se um campo fértil para o florescimento das mais venais práxis da corrupção sociocultural do povo brasileiro, que desde sua gênese histórica, já nascerá através de um processo putrefato que pendura pelos cinco séculos que se seguem.

 Consequentemente, é também, nesse período que muito se fala em fraldes, furtos, desvio de finalidade, de verbas públicas, improbabilidade administrativa, e, principalmente em corrupção...   

 Ao olhar-se para nosso país, vemos uma justiça dando espaço para a injustiça, onde o certo tornou-se errado e, o errado sendo proclamado como o certo! E, diante deste quadro obscuro e sombrio a pergunta, que não quer se calar é: De quem é a culpa? Dos governantes e gestores públicos, desde o executivo, legislativo e demais órgãos públicos representados pelos servidores, que deixam-se corromper?

 Mas, o que é realmente é corrupção? Será que ela está tão somente associada ao desvio das verbas públicas ou suborno, troca de favores ou compra de votos, pelos chamados “políticos” em ativa? O que Você caro leitor, sabe sobre o tema em questão?

 Corrupção vem do latim acorruptos, que significa “tornar pútrido”, ato ou efeito de corrompe-se, decompôs, apodrecimento..., mas, as suas formas variam de acordo com suas práxis, entretanto, inclui a propina, suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo, peculato e, etc.

 Portanto, falar de corrupção em nossa sociedade e de extrema necessidade e em caráter de urgente! Entretanto, infelizmente em nossa contemporaneidade nem todos os cidadãos estão aptos e credenciados para tratar do assunto com autoridade e irrepreensibilidade. Pois, uma vez que em suas práxis cotidiana, tais tem vivido de forma corruptível em pequenas ações e atitudes.

 Senão, vejamos: Atire a primeira pedra quem nunca teve que declarar no imposto tributário uma renda ou um patrimônio com um valor bem abaixo do real? Quem nunca, (na tentativa de garantir um empréstimo ou limite de conta bancaria), exorbitou a declaração de renda mensal? Quem nunca, apoio ou votou em um candidato por benefícios próprio ou troca de favores? Quem nunca utilizou de um apadrinhamento ou influência pessoal para ter privilegio no usufruto do serviço público ou privado?    

 Contudo, muitos falam de mudança, de transformação do cenário político e, sobretudo no cenário sociocultural de nossa nação. Sem dúvidas, faz-se necessário em caráter de urgência nosso país passar por uma restruturação em todos os setores e seguimentos sociais. É preciso, mudança e já, agora! Entretanto, também, é fato que não se pode esperar surgir políticos, candidatos e, consequentemente, gestores públicos honestos, justos incorruptíveis se o próprio eleitor na sua grande maioria que vota e elege seus representantes através da corruptibilidade, pelo viés das vantagens, da troca de favores, da barganha, do suborno, da compra e venda do voto!

 Portanto, é preciso mudar e já! Porém, a mudança deverá começa por mim e por você, por nós! Mudando as atitudes, o comportamento através de uma conduta cidadão irrepreensível, justa, honesta e coerente, conforme rege as leis da constituição nacional (direitos e deveres do cidadão), e sobretudo, conforme os valores e princípios que emanam de toda conduta humana.

          

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Até quando Tupanatinga será escrava do voto de cabresto?

 



     Desde 1989 quando o "golpe" de Proclamação da República foi instituído no Brasil, vivemos uma república falida, que transborda rios de escândalos de corrupção.     

   Saímos do século XIX, mas o sistema corrupto de "troca de favores" ainda permeia pela política brasileira. Tupanatinga tem 56 anos de emancipação política, porém continua presa a esse cenário retrógrado e caótico que escraviza seu povo. 

     A corrupção generalizada é advinda dos prejuízos da omissão popular, somada à elegibilidade de pessoas inadequadas no poder, que em vez de garantir os direitos e bem estar da sociedade, trabalham geridos pela ganância e ambição.

     No judiciário, legislativo e executivo, é visto a troca de cargos públicos como forma de negociação e apoio político.  

   O mesmo é notado em Tupanatinga, uma vez que não há desenvolvimento socioeconômico para propiciar empregos aos moradores da cidade, prisioneiros da prefeitura, ou mendigos do comércio. Um mecanismo pífio que permanece vivo.

                        

                .

    Tal situação gera indignação e "descrença política" na sociedade civil, desacreditada de um governo que possa desenvolver ações públicas e trabalhistas, que agreguem a comunidade sem a compra de votos. Afinal, a criação de fins e recursos possibilitadores do desenvolvimento da cidade e seus habitantes, é um dever do governo, que se preocupa com evolução de seu povo, e não de seu patrimônio financeiro.

     Não é fácil se libertar de um regime que perdura há décadas, no entanto, os únicos que podem mudar o atual sistema político do município, somos nós. Uma das grandes questões a ser enfrentada pelos tupanatinguenses, é saber o poder e a responsabilidade que possuem sobre o voto, por isso a prática diária de uma consciência política com senso crítico é uma obrigação de cada cidadão.

     É necessário a adoção de posturas éticas e otimistas, junto à coragem. Educação e informação, auxiliam na formação de cidadãos mais conscientes. O uso dessas ferramentas é crucial para a ruptura deste círculo vicioso São agentes transformadores capazes de escrever uma nova história. 


                                                                                      Por Samara Florêncio





quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Análise de conjuntura Política: Um Projeto adiado na terra de Santa Clara.

                                                                                                                            Por:  Pe. Roberto Silva.

Falar em conjuntura política em Tupanatinga é compreender o contexto político que nos encontramos, com um claro esvaziamento de partidos políticos, e a supremacia dos Clãs familiares, os quais não permitem a política como arte do diálogo, da ciência da organização, da governabilidade e do cuidar das instituições públicas. Nesse sentido os Cristãos tem um papel importante.

Por isso, começo essa análise, me apropriando da Doutrina Social da Igreja e da fala do Papa Francisco que nos diz: “Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política”. Nós, cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos. Não podemos! Devemos nos envolver na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política. Você, então, me dirá: Mas não é fácil, pois a política está muito suja. E, então, eu pergunto: A política está suja, por quê? Não será por que os cristãos se envolveram na política sem o espírito do Evangelho? Faço-lhe outra pergunta: É fácil dizer que a culpa é de outro, mas eu o que estou fazendo? É um dever trabalhar para o bem comum, é um dever do cristão! “A política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum.”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil. Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos. Somente com a participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível à realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município.

Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta. Os cristãos leigos e leigas não podem “abdicar da participação na política” (São João Paulo II). A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes.

As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.

Dos prefeitos, no Poder Executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor-lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade.



Diante dessa realidade coloquei meu nome a disposição como um simples pré-candidato, tendo em vista, que o povo tivesse uma opção para refletir nas suas escolhas. Contudo, me foi imputado uma advertência, proveniente de uma representação de pessoas, alegando que minha possível candidatura estaria a dividir o povo da comunidade católica. Sobre pena de demissão do meu estado clerical, tive que retirar minha candidatura no momento atual, pois não estou junto do povo para dividir, mais sim, para somar e trazer novos horizontes, claro que isso, foi uma articulação daqueles que pensam o contrario, e que entende a politica como politicagem, que desconsidera o bem comum, usa de esperteza desonesta e da mentira para buscar e continuar com seus interesses pessoais.

O projeto foi adiado, mais a luta continua, para que tenhamos no futuro uma Tupanatinga, uma cidade inteligente, afinal sou Também cidadão tupanatinguese pelo decreto Legislativo nº 12/2019 aprovado de forma unânime pela câmara legislativa nos termos do Art. 35, inciso XVI da Lei Orgânica do Município e Art. 4, inciso V, alínea “e” do Regimento Interno da Casa Legislativa.

Além é claro, de ser devoto de Santa Clara nossa padroeira, que transmite um potencial sócio, econômico, turístico e religioso, que necessita ser explorado para o crescimento do nosso município, em todas as suas dimensões desde a religiosa a socioeconômico, esse ano frente à pandemia não fora possível rezar como a tradição do munícipio assim bem o faz, saudamos a todos os paroquianos e o seu vigário que apesar de todas as dificuldades com muita fé, ofereceram a toda a comunidade pelas mídias sociais a oportunidade de rezar a novena de Santa Clara, trazendo tantos benefícios a todos os devotos, sou grato por ter sido, um dos convidados para rezar durante uma das noites, minha gratidão a todos.

Por fim, deixo para você os “10 mandamentos do eleitor” faça sua reflexão.

I.      Não Deixe de Votar: A sua ausência enfraquece a democracia. Se tiver fora do seu domicílio e não for mesmo possível votar, não esqueça de justificar em qualquer local de votação. Se você perdeu o título, não haverá problema, pois você poderá votar com um documento oficial e original de identidade com fotografia.

II.    Não vote contrariando sua opinião: Não mude seu voto por influência da mídia. Nem sempre o candidato mais simpático é o mais competente.

III.   Não venda seu voto nem o troque por favores: Não só a compra de votos é crime eleitoral, pois o eleitor que vende o voto ou apenas solicita algo em troca do voto está sujeito à pena de quatro anos de detenção.

IV.   Não vote para contentar amigos ou parentes: O candidato que é bom para os outros eleitores, nem sempre será bom para você, principalmente se os parentes e amigos trabalharem para algum político.

V.    Não vote sem conhecer o programa do candidato e do partido dele: Os candidatos e partidos devem conhecer os problemas da população e ter a capacidade para solucioná-los. Analise se têm condições de cumprir o que prometem.

VI.   Não vote sem conhecer o passado do candidato: Com a Lei da “Ficha Limpa”, a Justiça Eleitoral tem sido mais efetiva em afastar os maus candidatos. No entanto, é prudente que o próprio eleitor busque melhores informações acerca da vida precedente dos políticos. A internet auxilia muito nesta busca.

VII. Não vote sem conhecer o caráter do candidato: Ter bom caráter significa viver com moralidade, o que envolve a honestidade, sinceridade, a integridade, a confiança e comprometimento. Não eleja ou reeleja candidatos sem caráter.

VIII. Não deixe nenhuma pesquisa mudar o seu voto: As pesquisas podem influenciar quando é muito grande a margem entre o primeiro e o segundo colocado, mas muito pouco entre os tecnicamente empatados.

IX.   Não anule seu voto: Ao contrário do que se pensa, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, isso não anula a eleição.

X.    Não vote em branco: Voto em branco: o eleitor sabe votar, mas não quer votar ou não tem candidato. É o voto de protesto. O voto branco não vai para o candidato ou partido mais votado. Nem o voto branco e nem o voto nulo conta para qualquer candidato.

Peçamos a Deus pela intercessão de Santa Clara que nos ilumine neste processo de escolha. Um fraterno abraço.

 

 

Fonte:

Cartilha da CNBB: O cidadão consciente participa da política.

Compêndio da doutrina social da Igreja, pontifício Conselho “Justiça e Paz”; trad. CNBB 4 ed. SP: Paulinas, 2008.