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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Tupanatinga ganha destaque entre as quadrilhas Pernambucanas

 Através de um concurso virtual, representantes da Junina Flor de Chita venceram a categoria de Melhor Xaxado do Sertão Pernambucano em 2020.

                                                                                                 Por Samara Florêncio


O novo Coronavirus impediu a realização de uma das maiores celebrações nordestinas, o São João, festa de grande importância para os quadrilheiros. Pensando nisso a Liquajus-PE (Liga de Quadrilhas Juninas do Sertão Pernambucano), teve a ideia de realizar um concurso online, para revelar destaques juninos mesmo com a pandemia.

 Alexandre Paz e Andreza Brás participaram do evento representando a Flor de Chita, em entrevista ao Jornal Portal de Tupanatinga nos contaram um pouco sobre a experiência. "Foi algo bem diferente do que esperávamos para 2020, até porque a pandemia desconstruiu os nossos projetos para esse ano. Passamos por alguns momentos complicados, mas em nenhum desistimos, participando desse concurso online podemos dançar e interpretar. Aceitamos os desafios e no fim deu tudo certo, o que foi extremamente gratificante", Disse Andreza, coordenadora e dançarina da junina. Segundo Alexandre, diretor e coreógrafo do grupo, durante as gravações dos vídeos todas as normas de higienização foram seguidas, assim como o uso de máscaras.


            Além da categoria de Melhores Cangaceiros, a Flor de Chita venceu com votos do público como Melhor Casal de Noivos e Melhor Rainha, trazendo para Tupanatinga mais reconhecimento cultural e artístico. O grupo sempre esteve acostumado a lidar com concursos presenciais, são 60 componentes e quase 10 anos de atuação no São João. De acordo com Andreza e Alexandre, o evento virtual foi uma forma de não deixar as celebrações de junho passarem em branco, uma vivência satisfatória e importante para JFC.

 Ainda sem previsão de retorno das atividades culturais, todo o mundo segue na expectativa pelo fim da pandemia e a volta do São João no Nordeste, Alexandre Paz também falou sobre as perspectivas para os festejos em 2021. "Confesso que estou bastante ansioso para o ano que vem, infelizmente todo o projeto de 2020 não serve para o próximo ano. Em 2021 a gente vem com uma nova proposta, uma pegada que promete revolucionar todos os espetáculos que o público está acostumado a ver. No ano que vem deixaremos uma mensagem inesperada e que acreditamos que tocará a todos de uma maneira forte e positiva". 


    A Flor de Chita já faz parte das tradições de Tupanatinga, é uma nativa representante da terra. A cada ano apresenta novas histórias e surpresas, os coordenadores da equipe afirmam que estão muito felizes com o apoio que recebem dos moradores da cidade e admiradores de fora, ressaltam que quando essa crise passar continuarão representando o município com muito orgulho e sucesso

sábado, 14 de novembro de 2020

Salve, salve o meu Brasil !!!



Por Marcio Vicente, 
Pr Evangélico da Igreja Batista

 

O povo brasileiro mais uma vez, neste domingo( 15) ,estará indo as urnas exercer sua cidadania através das eleições. Onde estarão escolhendo os futuros representantes do poder público exercido pelo legislativo e executivo de cada município do território nacional. Se passaram 47 dias, desde o dia 27 de setembro de 2020, quando deu-se início a campanha eleitoral. Foram dias de intensos, onde vivenciamos um pleito eleitoral caracterizado por uma política velha e antiquada, corriqueira, corrompida, sem pudor, sem ética...

 E, é nesse burgo cenário, que dar-se abertura, passagem e, sobretudo, tornar-se um campo fértil para o florescimento das mais venais práxis da corrupção sociocultural do povo brasileiro, que desde sua gênese histórica, já nascerá através de um processo putrefato que pendura pelos cinco séculos que se seguem.

 Consequentemente, é também, nesse período que muito se fala em fraldes, furtos, desvio de finalidade, de verbas públicas, improbabilidade administrativa, e, principalmente em corrupção...   

 Ao olhar-se para nosso país, vemos uma justiça dando espaço para a injustiça, onde o certo tornou-se errado e, o errado sendo proclamado como o certo! E, diante deste quadro obscuro e sombrio a pergunta, que não quer se calar é: De quem é a culpa? Dos governantes e gestores públicos, desde o executivo, legislativo e demais órgãos públicos representados pelos servidores, que deixam-se corromper?

 Mas, o que é realmente é corrupção? Será que ela está tão somente associada ao desvio das verbas públicas ou suborno, troca de favores ou compra de votos, pelos chamados “políticos” em ativa? O que Você caro leitor, sabe sobre o tema em questão?

 Corrupção vem do latim acorruptos, que significa “tornar pútrido”, ato ou efeito de corrompe-se, decompôs, apodrecimento..., mas, as suas formas variam de acordo com suas práxis, entretanto, inclui a propina, suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo, peculato e, etc.

 Portanto, falar de corrupção em nossa sociedade e de extrema necessidade e em caráter de urgente! Entretanto, infelizmente em nossa contemporaneidade nem todos os cidadãos estão aptos e credenciados para tratar do assunto com autoridade e irrepreensibilidade. Pois, uma vez que em suas práxis cotidiana, tais tem vivido de forma corruptível em pequenas ações e atitudes.

 Senão, vejamos: Atire a primeira pedra quem nunca teve que declarar no imposto tributário uma renda ou um patrimônio com um valor bem abaixo do real? Quem nunca, (na tentativa de garantir um empréstimo ou limite de conta bancaria), exorbitou a declaração de renda mensal? Quem nunca, apoio ou votou em um candidato por benefícios próprio ou troca de favores? Quem nunca utilizou de um apadrinhamento ou influência pessoal para ter privilegio no usufruto do serviço público ou privado?    

 Contudo, muitos falam de mudança, de transformação do cenário político e, sobretudo no cenário sociocultural de nossa nação. Sem dúvidas, faz-se necessário em caráter de urgência nosso país passar por uma restruturação em todos os setores e seguimentos sociais. É preciso, mudança e já, agora! Entretanto, também, é fato que não se pode esperar surgir políticos, candidatos e, consequentemente, gestores públicos honestos, justos incorruptíveis se o próprio eleitor na sua grande maioria que vota e elege seus representantes através da corruptibilidade, pelo viés das vantagens, da troca de favores, da barganha, do suborno, da compra e venda do voto!

 Portanto, é preciso mudar e já! Porém, a mudança deverá começa por mim e por você, por nós! Mudando as atitudes, o comportamento através de uma conduta cidadão irrepreensível, justa, honesta e coerente, conforme rege as leis da constituição nacional (direitos e deveres do cidadão), e sobretudo, conforme os valores e princípios que emanam de toda conduta humana.

          

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Até quando Tupanatinga será escrava do voto de cabresto?

 



     Desde 1989 quando o "golpe" de Proclamação da República foi instituído no Brasil, vivemos uma república falida, que transborda rios de escândalos de corrupção.     

   Saímos do século XIX, mas o sistema corrupto de "troca de favores" ainda permeia pela política brasileira. Tupanatinga tem 56 anos de emancipação política, porém continua presa a esse cenário retrógrado e caótico que escraviza seu povo. 

     A corrupção generalizada é advinda dos prejuízos da omissão popular, somada à elegibilidade de pessoas inadequadas no poder, que em vez de garantir os direitos e bem estar da sociedade, trabalham geridos pela ganância e ambição.

     No judiciário, legislativo e executivo, é visto a troca de cargos públicos como forma de negociação e apoio político.  

   O mesmo é notado em Tupanatinga, uma vez que não há desenvolvimento socioeconômico para propiciar empregos aos moradores da cidade, prisioneiros da prefeitura, ou mendigos do comércio. Um mecanismo pífio que permanece vivo.

                        

                .

    Tal situação gera indignação e "descrença política" na sociedade civil, desacreditada de um governo que possa desenvolver ações públicas e trabalhistas, que agreguem a comunidade sem a compra de votos. Afinal, a criação de fins e recursos possibilitadores do desenvolvimento da cidade e seus habitantes, é um dever do governo, que se preocupa com evolução de seu povo, e não de seu patrimônio financeiro.

     Não é fácil se libertar de um regime que perdura há décadas, no entanto, os únicos que podem mudar o atual sistema político do município, somos nós. Uma das grandes questões a ser enfrentada pelos tupanatinguenses, é saber o poder e a responsabilidade que possuem sobre o voto, por isso a prática diária de uma consciência política com senso crítico é uma obrigação de cada cidadão.

     É necessário a adoção de posturas éticas e otimistas, junto à coragem. Educação e informação, auxiliam na formação de cidadãos mais conscientes. O uso dessas ferramentas é crucial para a ruptura deste círculo vicioso São agentes transformadores capazes de escrever uma nova história. 


                                                                                      Por Samara Florêncio





quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Análise de conjuntura Política: Um Projeto adiado na terra de Santa Clara.

                                                                                                                            Por:  Pe. Roberto Silva.

Falar em conjuntura política em Tupanatinga é compreender o contexto político que nos encontramos, com um claro esvaziamento de partidos políticos, e a supremacia dos Clãs familiares, os quais não permitem a política como arte do diálogo, da ciência da organização, da governabilidade e do cuidar das instituições públicas. Nesse sentido os Cristãos tem um papel importante.

Por isso, começo essa análise, me apropriando da Doutrina Social da Igreja e da fala do Papa Francisco que nos diz: “Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política”. Nós, cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos. Não podemos! Devemos nos envolver na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política. Você, então, me dirá: Mas não é fácil, pois a política está muito suja. E, então, eu pergunto: A política está suja, por quê? Não será por que os cristãos se envolveram na política sem o espírito do Evangelho? Faço-lhe outra pergunta: É fácil dizer que a culpa é de outro, mas eu o que estou fazendo? É um dever trabalhar para o bem comum, é um dever do cristão! “A política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum.”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil. Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos. Somente com a participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível à realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município.

Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta. Os cristãos leigos e leigas não podem “abdicar da participação na política” (São João Paulo II). A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes.

As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.

Dos prefeitos, no Poder Executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor-lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade.



Diante dessa realidade coloquei meu nome a disposição como um simples pré-candidato, tendo em vista, que o povo tivesse uma opção para refletir nas suas escolhas. Contudo, me foi imputado uma advertência, proveniente de uma representação de pessoas, alegando que minha possível candidatura estaria a dividir o povo da comunidade católica. Sobre pena de demissão do meu estado clerical, tive que retirar minha candidatura no momento atual, pois não estou junto do povo para dividir, mais sim, para somar e trazer novos horizontes, claro que isso, foi uma articulação daqueles que pensam o contrario, e que entende a politica como politicagem, que desconsidera o bem comum, usa de esperteza desonesta e da mentira para buscar e continuar com seus interesses pessoais.

O projeto foi adiado, mais a luta continua, para que tenhamos no futuro uma Tupanatinga, uma cidade inteligente, afinal sou Também cidadão tupanatinguese pelo decreto Legislativo nº 12/2019 aprovado de forma unânime pela câmara legislativa nos termos do Art. 35, inciso XVI da Lei Orgânica do Município e Art. 4, inciso V, alínea “e” do Regimento Interno da Casa Legislativa.

Além é claro, de ser devoto de Santa Clara nossa padroeira, que transmite um potencial sócio, econômico, turístico e religioso, que necessita ser explorado para o crescimento do nosso município, em todas as suas dimensões desde a religiosa a socioeconômico, esse ano frente à pandemia não fora possível rezar como a tradição do munícipio assim bem o faz, saudamos a todos os paroquianos e o seu vigário que apesar de todas as dificuldades com muita fé, ofereceram a toda a comunidade pelas mídias sociais a oportunidade de rezar a novena de Santa Clara, trazendo tantos benefícios a todos os devotos, sou grato por ter sido, um dos convidados para rezar durante uma das noites, minha gratidão a todos.

Por fim, deixo para você os “10 mandamentos do eleitor” faça sua reflexão.

I.      Não Deixe de Votar: A sua ausência enfraquece a democracia. Se tiver fora do seu domicílio e não for mesmo possível votar, não esqueça de justificar em qualquer local de votação. Se você perdeu o título, não haverá problema, pois você poderá votar com um documento oficial e original de identidade com fotografia.

II.    Não vote contrariando sua opinião: Não mude seu voto por influência da mídia. Nem sempre o candidato mais simpático é o mais competente.

III.   Não venda seu voto nem o troque por favores: Não só a compra de votos é crime eleitoral, pois o eleitor que vende o voto ou apenas solicita algo em troca do voto está sujeito à pena de quatro anos de detenção.

IV.   Não vote para contentar amigos ou parentes: O candidato que é bom para os outros eleitores, nem sempre será bom para você, principalmente se os parentes e amigos trabalharem para algum político.

V.    Não vote sem conhecer o programa do candidato e do partido dele: Os candidatos e partidos devem conhecer os problemas da população e ter a capacidade para solucioná-los. Analise se têm condições de cumprir o que prometem.

VI.   Não vote sem conhecer o passado do candidato: Com a Lei da “Ficha Limpa”, a Justiça Eleitoral tem sido mais efetiva em afastar os maus candidatos. No entanto, é prudente que o próprio eleitor busque melhores informações acerca da vida precedente dos políticos. A internet auxilia muito nesta busca.

VII. Não vote sem conhecer o caráter do candidato: Ter bom caráter significa viver com moralidade, o que envolve a honestidade, sinceridade, a integridade, a confiança e comprometimento. Não eleja ou reeleja candidatos sem caráter.

VIII. Não deixe nenhuma pesquisa mudar o seu voto: As pesquisas podem influenciar quando é muito grande a margem entre o primeiro e o segundo colocado, mas muito pouco entre os tecnicamente empatados.

IX.   Não anule seu voto: Ao contrário do que se pensa, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, isso não anula a eleição.

X.    Não vote em branco: Voto em branco: o eleitor sabe votar, mas não quer votar ou não tem candidato. É o voto de protesto. O voto branco não vai para o candidato ou partido mais votado. Nem o voto branco e nem o voto nulo conta para qualquer candidato.

Peçamos a Deus pela intercessão de Santa Clara que nos ilumine neste processo de escolha. Um fraterno abraço.

 

 

Fonte:

Cartilha da CNBB: O cidadão consciente participa da política.

Compêndio da doutrina social da Igreja, pontifício Conselho “Justiça e Paz”; trad. CNBB 4 ed. SP: Paulinas, 2008.

 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Kapinawá: Eles ainda estão aqui

   Por Samara Florêncio 

 


Quando Pedro Álvares Cabral desembarcou em solo brasileiro, eles aqui já estavam, já tinham seus costumes, crenças e cultura. No entanto, o homem branco Europeu, com sede de riquezas naturais, escravizou e dizimou metade da população indígena brasileira. 

520 anos depois, os índios permanecem espalhados pelo Brasil, já não abundantes como em 1500, mas com histórias travadas na língua, e tradições estampadas na pele. 

O Amazonas não é único estado brasileiro onde os indígenas habitam, ao longo dos séculos eles se expandiram pelo país, organizando suas aldeias e mantendo vivos seus ensinamentos. Em Pernambuco, nas terras que se estendem entre os municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim, na área de transição entre o Agreste e o Sertão de Pernambuco, no Vale do Ipanema, no sertão do Moxotó”, podemos encontrar a tribo Kapinawá. 


O povo Kapinawá reúne quase 5 mil indígenas em diversas aldeias há 300 km de Recife , a aldeia Colorau é uma delas. O Cacique Robério Francisco explica que seu povo tem sua própria organização, pajé e grupo de conselheiros para viabilizar o acesso com líderes das demais aldeias e órgãos públicos do município de Buíque, onde sua aldeia se encontra. Já a aldeia Julião pertence ao município de Tupanatinga, um dos seus líderes é Leonildo Gomes, "Aqui em Tupanatinga nós dividimos em 80 famílias dentro das aldeias Julião, Palmeira, Macaco e Massaraduba, através dos conselheiros de cada uma, as comunidades recebem orientações", explicou o indígena. 

Costumes e religiosidade

 Assim como a maioria dos povos indígenas na região Nordeste, os Kapinawá expressam sua religiosidade nos rituais do Toré, onde costumam beber o Anjucá, o vinho da Jurema, e receber os espíritos de seus antepassados. O catolicismo também é predominante, em 30 de janeiro fazem festejos ao seu padroeiro São Sebastião. O Samba de Coco é uma manifestação artística presente na cultura dos kapinawá, por meio dela cantam e dançam em suas comemorações. 

 A agricultura do povo é rica e diversificada, cultivam milho, mandioca, feijão, batata doce, bananeira, abóbora e melancia.

 Colaboradores

 Por meio da Funasa o estado de Pernambuco disponibiliza equipes de saúde que fazem visitas mensais às aldeias, além de professores contratados para formação da educação de crianças e adolescentes. O líder Leonildo, ressalta que dentro do ambiente escolar existem também os "Detentores de Saberes", responsáveis por repassar adiante os costumes e ensinamentos dos seus ancestrais para a comunidade.

De acordo com o cacique da tribo Colorau, seu povo recebe pouco auxílio por parte dos municípios, “Pra realizarem um conserto de estradas, temos na maioria das vezes, que nos mobilizar para irmos buscar as máquinas. Um apoio muito importante que temos é da ONG Amigos do Bem que ajuda bastante várias famílias indígenas", disse Robério.


 Hoje ainda existe uma grande luta pela demarcação de terras indígenas no Brasil, para os Kapinawá esse processo também foi longo e cheio de conflitos, mas estão vivos e fortes, preservando e protegendo as nossas florestas, perpetuando tradições e arte, por isso é necessário a maior valorização destes que foram os primeiros habitantes do país.




Mestres da nossa cultura


Nossos mestres da cultura popular são como verdadeiros guardiões da história e da cultura. São eles quem levam parte da sua vida em defender, receber e repassar   saberes de geração em Geração, dessa forma constroem conhecimento, obtendo notoriedade  sobre o  saber daquela cultura, verdadeiros Mestres da sabedoria popular.  São eles responsáveis pelas manifestações culturais e tradicionais existentes. como samba de coco, Capoeira, Festas Juninas e da Padroeira, às vezes, mesmo sem convite, chegam e fazem à festa. As Histórias de suas tradições muitas vezes se confundem com a história do seu município. O Reconhecimento dessas tradições é uma ação de preservação da memória cultural desse  povo e do lugar.

Na Cidade de Tupanatinga, a 312 km de Recife, os mestres da cultura carregam no ombro o peso da história, mas repassam com alegria os saberes dessa tradição. Mesmo sem mapeamento cultural do município ,  é notório  registros de algumas manifestações culturais destes guardiões frente ao samba do Coco como Mariquinha do Coco, Chicaca da Capoeira, Zé Silva da banda de Pífano Santa Clara, seu Manuel da Banda de Pífano da Serro dos Dé; sue Jeruso frente ao grupo de São Gonçalo, Pedro de Zeca e tantos outros.

São esses Senhores e  Senhoras , conhecedores da cultura da Cidade, contadores de histórias e causos, cantadores  das dores e das alegrias de um povo, tocadores que animam festejos diversos nos terreiros e lugares longínquos ; dançadores, puxadores do povo para entrar na folia de rei, de são Gonçalo, do samba de coco, do forró em noites juninas;  escritores  e poetas  que no meio dessas manifestações culturais, realizadas em suas comunidades de tradição, vão adquirindo, retendo e repassando saber,  importante e necessário  para construção do conhecimento e vão se tornando referência  cultural . Nossos mestres tem o seu papel  na formação da sociedade. Conheça, então, alguns dos mestres da nossa cultura: 

                                          

                     Mariquinha , mestra do samba de  coco



Mariquinha do Coco, grande  expressão da cultura popular:  Mestra do Grupo de Samba de Coco raízes de Tupanatinga.  Há 50 anos defendendo a cultura do seu  povo que segundo a própria já é a  terceira geração. Agora , prepara filhos, sobrinhos e netos  para continuar  de gerações a gerações. Devido a sua coragem e perseverança, este movimento (samba de coco), mesmo empoeirado com o cansaço do tempo, continuará  vivo.

Para Mariquinha, defender sua cultura é a sua missão de todos os dias. Para ela o samba de coco é mais que um movimento. É sua própria identidade. Gosta da arte e o seu sonho é ensinar aos mais jovens para que esta cultura ultrapasse geração.

A Rainha do Coco é um espetáculo à parte: diferencia-se pela alegria e energia com que se apresenta, defende a atividade do grupo de coco de Tupanatinga e contagia pessoas.


           Mestre do Grupo de Dança de São Gonçalo 

                                   

                                                                                               Por Edimilson

Seu Geruso, é o Mestre do Grupo de Dança de São Gonçalo em Tupanatinga. Residente no Sitio Cacimbinha, agricultor. Mantem um grupo com 24 dançadores há mais de 50 anos e tudo começou com o pagamento de uma promessa alcançada. O movimento é convidado  para apresentações em toda a região.  Basta ter uma  graça alcançada, o Grupo de Dança de São Gonçalo vai festejar esse momento cujo pagamento pela promessa alcançada,  são longas horas de festejo ao Santo Gonçalo do Amarante,  mas muito popular e querido no Brasil. Uma dança muito apreciada e quando o grupo atende as exigências culturais  da tradição é um evento muito bonito de  se vê., comentou o mestre.  

Manoel Pedro de Araújo, mestre do Pífano e 

representante da  Banda de Pifano Serra dos Dé



Banda de Pífano da Serra dos Dé   -   Assim como  o  Samba  de  Coco de Tupanatinga, a   Banda de Pífano de Serra dos Dé, atravessa gerações e faz  parte  de  uma  cultura  raiz  de uma   família que a adotou a arte do pífano  desde  os  primórdios  do     século  20  até hoje. Foram quase três gerações.

Manoel Pedro de Araújo , Baia. É o mestre do Pífano. Já nasceu pifeiro, pois essa tradição já vem do seu  Pai, Tios  e avô. É seu Baia quem cuida da produção, é o mestre que repassa aos mais jovens o que aprendeu do seu Pai. Também cuida de dá orientações aos parceiros da banda que em sua maioria são veteranos também. A Banda que já foi a grande atração na região, nos últimos anos  sofreu uma desaceleração. O Mestre Baia sofreu de problemas de saúde e ficou quase que imobilizado, seu filho é quem está reestruturando e tentando ativar o movimento.

         Chicaca, o grande Mestre da Capoeira 



Valdir Felix da Silva   Chicaca, A Capoeira chegou, aqui em Tupanatinga no ano de 1998, através do professor de Capoeira Valdir, conhecido como Chicaca, o qual fundou o Grupo de Capoeira Negro Fujão da Cidade de Tupanatinga. Professor e mestre da Capoeira, há mais de  20 anos . Também é uma grande história de  resistência com grandes conquistas. Único movimento  com seu próprio espaço e com oficinas em funcionamento. 



    


     José Silva, mestre da cultura tradicional  da  banda de Pifano de Tupanatinga


José  Silva mestre da banda de Pífano Santa Clara, guardião de uma tradição  cultural muito presente  na comunidade de Tupanatinga. Um movimento de mais de 50  anos. A banda de Pífano sempre teve seu espaço na Matriz de Santa Clara, sua maior participação era abrilhantar uma outra grande tradição da Cidade que era celebrar os festejos da tradicional festa da padroeira, Santa Clara de  Assis. A banda de Pífano sobre a orquestração do mestre José Silva, em época do evento, anunciava as seis da manhã com uma marcha muito marcante e uma batida forte e repetida acompanhada por explosão de fogos de artifícios, inesquecível.


                         Maria José, dona Branca, mestra do                               Artesanato do Sitio Pilões

MARIA JOSE, mas conhecida como Branca, residente no sitio Laranjo, município de Tupanatinga-PE, há 35 anos desenvolve a cultura artesanal e com ela mais umas 10 bordadeiras. Começou com 16 anos. Aprendeu os primeiros pontos de cruz com a vizinha, dona Severina. Hoje ela é a mestre que repassa seus saberes para muitas artesãs as quais são as referências da Associação dos agricultores do Sitio Laranjo. Dona Branca, com as bordadeiras do Sitio Laranjo, como são conhecidas, produzem várias artes como Crochê, Bordado de máquina, Bordado ponto de cruz, Bordado de fita, Bordado de vagonite e pinturas.  Suas obras sempre estão presentes nas amostras da cidade e Região.

Casada com o Sr. Pedro Ginaldo, agricultor. Mae de três filhas. A filha do meio Gabriela, tomou gostou e além do bordado, desenha e pinta.  

 

 

 






Quatro candidatos disputam a eleição pela Prefeitura de Tupanatinga

 



Conheçam os postulantes à Prefeitura do Município de Tupanatinga (nossa Cidade/nossa Casa) , são eles:

Davi Araújo Vicente Araújo,33 anos, do Partido Comunista do Brasil (PC do B), Seu Vice-Prefeito Edileuso Rodrigues Barbosa (PSOL) tem apoio da coligação Fora Política Velha e Viva o Novo. Composição PC do B e PSOL.


Diego Teixeira Cavalcanti Minervino,28 anos, que pertence aos quadros do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Vice-Prefeito Marcos Antônio Brunhara (MDB),58 anos, e tem a sua candidatura patrocinada pela Coligação Tupanatinga Unida Com a Força do Novo. Composição PTB/ MDB / DEM.


Manoel Tomé Cavalcante Neto (55 anos) do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Vice-Prefeito José Carlos de Lima (Carlos de Idelfonso), 45 anos. (PT), pela coligação Frente Popular de Tupanatinga-FTT, Composição PSB/PT/REPIBLICANOS.


Silvio Soares dos Santos, 55 anos, candidato pelo Partido Progressista (PP), Vice-Prefeita Mara Mosarelle Rodrigues Brasileiro, (Mara) 58 anos, (PATRIOTA) pela Coligação Tupanatinga Segue Avançando.  Composição PATRIOTA/ PP


Obs.: Registro do candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Manoel Tomé Cavalcante Neto, teve o registro da sua candidatura negado pelos juízes que integram o Tribunal Regional Eleitoral


A legislação permite que o candidato concorra nessa condição, mas corre o risco de vencer o pleito e não assumir, na hipótese da decisão do TRE ser confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)


         A Comunidade da Cidade de Tupanatinga vai escolher no dia 15 de novembro seu novo gestor municipal ou renovar o mandato atual por mais 4 anos.

                
         Tupanatinga é uma cidade pequena mais é uma cidade que tem asas para crescer e tomar voos.

       

     

     

        A nova geração que está surgindo  com força e tem pressa. Quer educação, trabalho e desenvolvimento. São conhecedores e consciente disso e hoje são ativos, querem espaço e progresso. Já estamos sentindo seu interesse pela política e pela educação. Querem uma política nova mas não significa especificamente ser ou não um jovem na Política, mas sobre uma nova visão política com novas atitudes que possa tirar o município dessa trava, desse bloqueio. Essa mudança já está em curso e o tempo estará preparando. A questão não é só dos agentes políticos, mas sobretudo da sociedade. O Político como um agente do meio e consciente do seu papel saberá que a verdadeira mudança não tem cor, raça, gênero ou ideologia. Ela é estrutural e faz parte dos anseios de uma sociedade que durante anos vão se acumulando, fortalecendo e tomando forma E já tomou.

 

 por

edimilson